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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

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Lendas: Pequeno resumo sobre a religião egípcia

Eu meio que fiquei (pedi) encarregado de fazer um resumo sobre a mitologia egípcia, e cá entre nós: não sei o tamanho que isso vai ficar, mas espero que vocês curtam. Pra começar, minha opinião sincera e real sobre a mitologia egípcia, creio ser também este o caso de todos meus companheiros:

Em suma, como vocês devem ter percebido, quem acompanhou a série sobre mitologia egípcia, a parada é confusa demais. Até mesmo a notabilíssima Marsh teve dificuldades e, segundo ela mesma, dores de cabeça ao escrever sobre os deuses egípcios. Eu não cheguei a ter dor de cabeça, mas fiquei confuso pra caramba. Isso tudo se deve ao fato da mitologia egípcia ter se desenvolvido em vários locais de vários modos diferentes, e após décadas com um culto dominante vinha um faraó e modificava tudo e criava outra confusão que para ser sanada e gerar outras infindáveis confusões.

Mas claro que não é só por isto, a mitologia egípcia, pelo que eu pude conhecer no blog juntamente com vocês, não teve um “ponto chave” para moldá-la e dizer aos egípcios “é assim!”. Por exemplo, na Grécia (me refiro à mitologia grega), existi a mitologia grega antes e depois de Homero. Com os seus livros que até hoje são muito famosos (e que eu tive o prazer de ler e adquirir exemplares). A Ilíada e A Odisseia, Homero expressou provavelmente a sua própria opinião sobre os deuses gregos. dando a eles um ar de onipotência. 

Antes de Homero (aprox. 800 A.C. à ~750 A.C.), a mitologia grega, a exemplo da egípcia, era transmitida por cultura de palavras, ou seja, eram contos fantásticos. Pois, quando aproveitando-se de algum fenômeno natural ou coisa do gênero, um trovador (antiga profissão de “cantadores” de histórias) atribuía algum feito a algum deus e esta tradição oral era transmitida de pai para filho. Ao escrever sobre isto, provavelmente reunindo fatos por ele mesmo inventados, elementos históricos (como a guerra de Troia), a tradição oral popular e suas crenças; Homero ajudou e muito a moldar a religião e a sociedade gregas.

Mas, ao contrário dos gregos, os egípcios não tiveram a mesma sorte, não tiveram esse divisor de águas para organizar sua religião. Talvez um pouco pelo fato de que eram poucos os “letrados” no império egípcio, ou talvez porque era imensamente mais difícil escrever com hieróglifos do que com as letras gregas. O fato é que nunca saberemos o porquê de não haver grandes manifestações artísticas literárias por parte dos egípcios, este foi um fator fundamental na mitologia grega e que certamente deveria ter sido utilizado pelos egípcios (opinião própria).

Agora, o que pudemos concluir a respeito da mitologia egípcia nessas quartas-feiras:

Primeiramente, o óbvio: a grande confusão formada pelos egípcios em suas lendas. Por vezes não há um acordo, uma concordância entre duas lendas distintas. Por exemplo, Rá é primeiramente apresentado como ser supremo, mas com a evolução da mitologia tornou-se apenas uma existência confusa sendo considerado “um aspecto” de Hórus. No entanto, em outras lendas é apresentado como detentor de todo o conhecimento e por vezes, como o grande salvador ou destruidor da humanidade. Osíris é outro caso, quando relata-se por exemplo que ele seria o rei dos deuses egípcios, a exemplo do grego, Zeus. Até ser rebaixado por outras incríveis confusões.

Resta-nos, sobre a mitologia egípcia, uma grande confusão. Mas também uma mitologia que, assim como todas as outras, segue a linha cultural de sua nação, classificando-se deste modo com uma expressão da identidade do Império Egípcio (em sua época de glória, provavelmente fora o maior da Terra toda). Isso poderia classificar o Império Egípcio como uma grande confusão? E a resposta é: depende. Mas não vamos entrar nesse assunto porque não devemos falar de história e sim de lendas.

Outra coisa muito notável na cultura e religião egípcia é a preocupação especial com a família, com a mulher e com o parto. São incontáveis as divindades que protegem a criança na hora do parto, durante seu crescimento e adolescência, e jamais (ou é o que os relatos me dizem) levam em conta a classe social ou bens familiares, sempre protegendo a todos os bebês. Nota-se também um certo equilíbrio entre os deuses bons e os deuses maus, de forma que sempre existiam deuses em oposição uns aos outros, mas ainda assim todos eram muitíssimo cultuados. Também é provável que um ou outro faraó ou grande sacerdote de alguma cidade importante buscasse justificar seus atos e suas decisões baseados em “agradar” esse ou aquele deus.

Após toda essa tagarelice eu vou apresentar a vocês um pequeno trecho de Edgar Allan Poe: Pequena conversa com uma múmia.
- Eu pensava. - disse o Sr. Gliddon, com timidez que o Escaravelho era um dos deuses egípcios.
- Um dos egípcios quê? - perguntou a Múmia, dando um salto.

- Deuses! - repetiu o viajante.
- Sr. Gliddon, estou realmente atônito por ouvi-lo falar neste estilo - disse o Conde, tornando a sentar-se. Nenhuma nação, sobre a face da terra, jamais conheceu senão um único Deus. O Escaravelho, o íbis, etc., eram entre nós (o que outros seres têm sido para outras nações) os símbolos, ou intermediários, através dos quais prestávamos culto ao Criador, demasiado augusto para que dele nos aproximássemos de mais perto.

Essa é uma pequena citação, você pode ler o resto aqui

Pra resumir sobre a história (pra quem não quer ler), Edgar Allan Poe narra um "possível" fato de que um grupo de professores ingleses conseguiu reviver uma múmia (o Conde), que na verdade nunca esteve morta. Após isto tiveram uma conversa muito interessante com a múmia e esta foi revelando fatos sobre a cultura egípcia que até então eram desconhecidos, como a lenda da criação do mundo. Quando um dos doutores pergunta à múmia sobre a lenda da criação do mundo, eis a resposta da múmia:
- As ideias que o senhor me apresentou são, confesso, extremamente novas, para mim. No meu tempo, não conheci ninguém que sustentasse fantasia tão singular, como essa de que o universo (ou este mundo, se gostar mais) tivesse uma vez um começo. Lembro-me de que uma vez, uma vez apenas, ouvi algo de remotamente vago, de um homem de muito saber, a respeito da origem da raça humana, e esse homem empregava essa mesma palavra Adão (ou Terra Vermelha), de que o senhor fez uso. Empregava-a, porém, em sentido genérico, com referência à germinação espontânea do limo da terra (da mesma maneira por que são geradas milhares de criaturas dos mais baixos gêneros), a geração espontânea digo eu, de cinco vastas hordas de homens, simultaneamente brotada em cinco distintas e quase iguais divisões do globo.

 Eu, como já dito anteriormente, sou um católico conservador, no entanto, simplesmente amei esta visão apresentada por Edgar Allan Poe. Talvez pelo fato de mostrar uma visão diferente da habitual, uma visão que é bem crível, no entanto. Deste modo, termino meu resumo sobre a religião egípcia, apesar de não achar que foi bem o resumo sobre esta religião. Antes de partir, deixo-vos uma Dica para se aprender mais sobre a mitologia egípcia:

Leia a Bíblia, mesmo que você seja um ateu poderá aprender muito sobre a religião egípcia nela. Principalmente nas histórias de José e Moisés, que você encontrará nos livros de Gênesis e do Êxodo. Apesar disso ser em parte brincadeira de uma pessoa religiosa.

Este post em especial é por mim dedicado à quem quer tirar dúvidas sobre a religião do Egito, dúvidas essas que eu pessoalmente adoraria sanar. É isso minha gente, uma mitologia confusa como nenhuma outra, no entanto, fascinante como as demais. Esta é a mitologia egípcia, que para sempre estará presente no nosso imaginário, de uma forma ou de outra.

Ultimamente ando cativando a ideia de escrever uma história real baseada em mitologia, na verdade, bem uma história de mitologia "moderna", um pouco à Percy Jackson, mas ao mesmo tempo sem nexo nenhum com a história. Espero contar com o apoio de vocês caso um dia saia, até o próximo post. E desejem boa sorte para mim no próximo resumo sobre lendas, e também, rezem por mim, preciso de todos os corações que forem possíveis para alimentar o meu próprio. Obrigado, e um bom dia, boa tarde/noite à todos vocês, meus(minhas) amados(as).


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

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Lendas: Deuses Egípcios - Néftis

Primeiro preciso dizer que o nome dessa deusa em terras tupiniquins parece nome de doença sexualmente transmissível. #Revelei.  
Agora, quero anunciar uma felicidade: ESSA COLUNA DE DEUSES EGÍPCIOS FINALMENTE VAI ACABAR, ALELUIA IRMÃO! 
Sim, eu odeio ela, cada post, cada palavra sobre desses deuses, eu deixei meu imenso desprezo e ódio por eles. u.u Falomemo.


Mas agora, vamos ir para essa bosta de post, fazer o que. 

Filha de Nut e Geb. Irmã de Ísis, Osíris e Seth, que também é seu marido. Assim como Ísis, seu nome também significa Senhora da casa, que se entende como casa ou lugar que Hórus vive. É representada com um vestido longo e sua coroa é um hieróglifo de seu nome. Fazia parte da Enéade de Heliópolis, e era adorada nessa mesma cidade, mas aparentemente não tinha culto ou Templo.
Ela é o oposto de sua irmã Ísis: Ela representa a obscuridade. As terras secas do deserto e a morte, mas costuma junto de sua irmã atuar pelo bem estar dos mortos com cânticos.

Néftis e Seth semearam o caos e a destruição, enquanto Osíris e Ísis civilizaram o mundo e semearam amor e paz. 
Néftis juntamente com Ísis representavam os dois lados de algo, o bem e o mal, sendo Ísis o lado do bem e Néftis o do mal. Apesar disso os Egípcios não pareciam temer Néftis, pois haviam estátuas dela nas cabeceiras da cama que diziam ajudar mulheres na hora do parto.  
Foram-lhe atribuídos vários poderes e recebeu o apelido de "Poderosa das Palavras". 

Uma vez, como seu marido Seth não lhe dava atenção, se transformou em sua irmã, Ísis, Ósiris pensando ser sua esposa transou com ela e dessa união surgiu Anúbis.
Em algumas versões conta que ela se transforma em Ísis por ter inveja da irmã, pois esta representa a vida e ela a morte. Outras dizem que ela embebedou Osíris e ainda existem os que dizem que ela adotou Anúbis, portanto ele não seria filho de Osíris.
Ela também ajudou a recolher os pedaços e embalsamar Osíris depois que Seth o destruiu, e por causa disso as faixas de embalçamento foram por muito tempo chamadas de "Mechas de Néftis".
Também era relacionada ao deus babuíno Hapi, de quem seria protetora e também a deusa Anuket, adorada como sendo ela na cidade de Kom Mer, no Alto Egito.

Créditos: Infopédia, Templo de Apolo, Histórias Mitológicas.

Ps - Edit: Eu escrevi esse post três vezes, isso só prova que essa bicha ordinária viu que eu chamei o nome dela de doença e me macumbou... VAGABUNDA QUE DEU PROS IRMÃOS. ~foge~

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

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Lendas: Deuses Egípcios - Seth

Salve povo.
Mallow na area com um post sobre Seth, um dos deuses mais enigmatico da mitologia egipcia. Espero que curtam, pq deu trabalho.


O deus egípcio Seth, também chamado de Nebty (Nebet , cidade do ouro) pelo o que se sabe é um dos mais remotos deuses egípcios. Filho de Rá e Nut, é considerado o deus das tempestades, dos raios e do vento, por este motivo acabou sendo identificado aos deuses estrangeiros e isso levou as pessoas a prestarem adoração a esses deuses similares, o que levou Seth a se tornar inimigo dos deuses devido os conservadores nativos do Egito. Assim, encarna os conceitos de fúria, violência, crime e crueldade. Algumas fontes colocam que Seth ao nascer teria rasgado o ventre de Nut com suas garras.
Alguns outros dizem que Seth (ou Set) é o deus egípcio da violência e da desordem, da traição, do ciúme, da inveja, do deserto, da guerra, do caos e dos animais e serpentes. Seth era encarnação do espírito do mal e irmão de Osíris, o deus que trouxe a civilização para o Egito. Seth era também o deus da tempestade no Alto Egito. Era marido e irmão de Néftis. É descrito que Seth teria rasgado o ventre de sua mãe Nut com as próprias garras para nascer. O deus vermelho fazia de tudo para conseguir o controle dos deuses e ficar no lugar de seu irmão Osíris. Ele originalmente auxiliava Rá em sua eterna luta contra a serpente Apófis no barco solar, e nesse sentido Seth era originalmente visto como um deus bom.

Aparencia

Seth é mostrado como um ser de corpo delicado, nariz afilado, orelhas quadradas e compridas, olhos globulosos e uma comprida cauda ereta. Além de ser chamado de “Senhor do céu do Norte” pelo Livro dos Mortos. Não tem forma definida, é representado como estranho. Seth transforma-se na personificação dos alentos hostis e no símbolo da rebelião contra os homens e os deuses. Domina alguns homens e torna-os irresponsáveis, vez que, estes acabam assemelhando-se a ele, ameaçando a sociedade.Seth é intimamente associado a vários animais, como cachorro, crocodilo, porco, asno e escorpião. Sua aparência orelhuda e nariguda era provavelmente um agregado de vários animais, em vez de representar somente um. Ele também é representado como um hipopótamo, considerado pelos egípcios como uma criatura destrutiva e perigosa. Há também a possibilidade de possuir o rosto de um aardvark

A Morte de Osiris


No Egito existiam várias lendas relacionadas aos deuses. Uma das que envolviam Seth é a lenda da morte do deus Osíris (o sol poente, o Nilo, deus da vegetação e dos mortos), este transformou os egípcios em uma civilização de agricultores. Mas Osíris acabou sendo morto por Seth (devido este desejar assumir o seu trono), que lançou o seu corpo ao rio. Ísis (a deusa mágica da vegetação e das sementes) conseguiu encontrar o seu corpo e lhe restabeleceu a vida.

No entanto, Seth atacou novamente, dividiu o seu corpo em 14 pedaços e os espalhou por todo o Egito. Mesmo assim, Ísis com seus poderes mágicos e com a ajuda de Hórus (deus falcão, o sol levante), juntou as partes do seu corpo através da utilização de palavras mágicas. Após ser vencido, Seth herdou o deserto, onde reina, e por isso, protege as caravanas do deserto. No entanto, é importante ressaltar que, essa guerra persistiu por 80 anos, vez que, Seth acabou arrancando a vista esquerda de Hórus, e este dilacerou os seus testículos. A história dessa longa batalha, é vista por alguns como um aspecto de um conflito em meio aos cultos no Egito em que o vencedor pode ter transformado o deus do culto inimigo em deus do mal.

Apesar de sua fama, ainda possui boas características. Protege a proa barca de Rá durante sua viagem noturna ao mundo oculto. Derrota o demônio Apópis, que ameaça-o pelas manhãs e noites. Cada vitória que Seth alcança, Apópis renasce para recomeçar a batalha. Deste conflito permanente nascem o equilíbrio das forças e a harmonia universal. Sendo assim, o universo só funciona pela a ação contraditória de Seth

Curiosidades


Os egípcios tinham várias maneiras de representar o deus Seth. As manifestações mais comuns eram as em formas de animais sobretudo na figura de uma imagem parte asno,parte porco ou mesmo um tamanduá além também de ser associado a bois e bestas que eram usados para debulhar cereais e amassar grãos que segundo o mito continham o deus Osíris,vítima recorrente de sua perseguição.Hórus,filho de Osíris,condenou esses últimos animais a flagelos constantes.Numa de suas investidas contra Osíris,Seth se transforma em uma pantera até que o deus Thot mediante feitiços consegue dominá-lo dando oportunidade para Anúbis marcar sua pele e esfolá-lo.Ele se recupera dos ferimentos e parte rumo ao deserto,seus domínios,sob a aparência de um touro seguido de perto por Ísis transformada em um cão e a deusa Hator em forma de serpente venenosa que pica os seus adoradores reunidos,tingindo de sangue ,desse modo, as areias do deserto.

Fonte: As Melhores Histórias da Mitologia Egípicia, de Seganfredo, Carmen; Franchini.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

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Lendas: Deuses Egípcios - Ísis

Boa noite, povo. Desculpe a demora, mas aqui está o post de Lendas de Hoje. Falaremos agora sobre a deusa Ísis, vocês não tem ideia do quanto essa deusa foi cultuada mesmo fora do Egito! 


Ísis é a deusa do amor e da magia, filha mais velha de Geb e Nut, irmã e esposa de Osíris e mãe de Hórus. Foi cultuada como a mãe e esposa perfeitas, protetora da natureza e da magia. Ela era zelosa com todos, sejam escravos ou nobres, pecadores ou santos, governantes ou governados, homens ou mulheres. Não importa quem era, ela sempre olhava por todos e empenhava-se em proteger todos coma mesma solicitude, exercitando sua natureza maternal e fértil.

Odisséia de Ísis
Estatueta de Ísis
As lendas contam que Ísis era a esposa de Osíris, aquele destinado a ser o rei do Egito. Ela o ajudou a civilizar o Vale do Nilo, enquanto o marido viajava pelo mundo para difundir a civilização, ela ensinava todos a costurar e curar os doentes, além de introduzir o conceito do casamento.
Durante uma das viagens de Osíris, Seth o convidou para um banquete onde lançou um desafio, quem coubesse no caixão criado por ele seria recompensado generosamente. Osíris aceitou o desafio e entrou no caixão, era tudo uma armadilha de Seth para usurpar o trono do irmão. O caixão fora feito para sob medida para Osíris e quando ele entrou, Seth e seus acólitos o pregaram a tampa e o fizera escravo da morte.
Seth, então, lançou o caixão nas águas do rio Nilo para que chegassem até o mar e se perdesse por lá. Isto aconteceu no décimo sétimo dia do mês de Athyr, quando o Sol se encontra sob o signo de Escorpião.
Quando Ísis descobriu sobre o que aconteceu, ela saiu a procura de seu marido pelo mundo na tentativa de devolver-lhe a vida.
O que Seth não contava era que o caixão ficaria preso nas raízes de um jovem tamarindo em uma praia perto da Babilônia. A urna ascendeu pela árvore, prendendo-se no interior do seu tronco, o que fez a árvore alcançar o clímax de sua beleza e atrair a atenção de diversas pessoas que espalharam o boato.
Quando Ísis ouviu os boatos acerca da árvore, ela foi diretamente para a Babilônia reaver a urna de seu amado marido e trazê-la de volta para casa para lhe devolver a vida. Ela ocultou a urna em uma praia do Delta para tentando protegê-la de Seth.
Contudo, Seth descobriu e se aproveitou da noite em que Ísis deixou a urna sem proteção. Ele se apoderou dela mais uma vez, retirou o corpo do irmão e o cortou em 14 partes, arremessando-as ao Nilo para que se espalhassem.
Ísis se reuniu com sua irmã, Néftis, ao descobrir o que Seth fizera. Juntas, as duas recuperaram todos os fragmentos do cadáver de Osíris, exceto a genitália que fora comida por peixes.
Então ela invocou todos do país para que se juntassem a ela e fizessem a alma de Osíris retornar. Quando todo seus esforços se mostraram em vão, ela assumiu a forma de um falcão e esvoaçou sobre o corpo de seu marido, restituindo-lhe a vida.
Ela o manteve vivo usando sua magia até que conseguisse engravidar. Depois disso, ela o embalsamou para prepará-lo para a viagem até o novo reino na terra dos mortos, e assim ajudado a criar os rituais egípcios de enterro.
Ísis concebeu Hórus, filho da vida e da morte, e dedicou-se a árdua missão de proteger o filho até ele ser capaz de se proteger e enfrentar o tio para recuperar o trono, que lhe era seu por direito, usurpado por Seth em uma longa batalha que levaria ao fim de Seth.

Culto
Ísis começou a ser cultuada por volta de 2500 a. C., na dinastia V, no Delta do Nilo. Seu culto foi amplamente difundido, ultrapassando as fronteiras do Egito e chegando até a Alemanha.
Em Roma, vários templos e obeliscos foram erguidos em homenagem a deusa. Tradicionais centros de cultos em Delos, Delfos, e Elêusis e até em Atenas foram retomados por seguidores de Ísis. Ela também desempenhou importante papel na cultura de Empopeia. Inscrições mostram que possuía seguidores ainda em Gália, Espanha, Panóia, Alemanha, Arábia Saudita, Ásia Menor, Portugal, Irlanda e em Grã-Bretanha, onde havia muitos santuários dedicados à deusa.
No Egito existiram três grandes templos dedicados a Ísis
  • Em Bahbeit el-Hagar, no delta do Nilo;
  • Em Dendara, no Alto Egito;
  • Em Filas

Curiosidades
Laço de Ísis
 Os egípcios acreditavam que Ísis era a responsável pelas cheias do rio Nilo através de suas lágrimas pela perda de seu amado marido. Deste mito surgiu a tradicional festa conhecida por Noite da Lágrima que foi mantida pelos árabes até os dias atuais. Ela ocorre todos os anos em junho.
Devido a associação entre nós e o poder mágico, o “tiet” ou tyet foi conhecido como o símbolo de Ísis, também era denominado “Laço de Ísis”. O símbolo significa o bem estar e vida e assemelha-se a cruz Ankh, exceto pelos braços que apontam para baixo. Representa a vida eterna ou a ressurreição e era usado como um amuleto funerário.


quarta-feira, 31 de julho de 2013

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Lendas: Deuses Egípcios - Sekhmet

Oi gente, hoje eu vim fazer um post das lendas, iria ser o outro, mas como os problemas soníferos me impediram. Mas bom, agora eu vou ter que postar, então vamos lá! 
Obrigo a quem estiver passando os olhos a ler porque a coluna de Lendas é a mais enjoada de fazer, então leiam! u3u
Sekhmet 
Na mitologia egípcia Sekmeth, Sachmet, Sakhet, Sekmet ou Sakhmet ("A poderosa") é a deusa das doenças e da vingança. 
Sua imagem é uma mulher coberta por um véu e uma cabeça de leão. Sua juba era cheia de chamas, sua espinha dorsal tinha cor de sangue e seu rosto brilhava como sol. Considerada no Antigo Egito o símbolo da punição de Rá.
Era adorada em Mênfis, onde formava a tríada Menfita juntamente com Ptah, seu esposo, e Nefertem, seu filho.

Alguns egípcios tiveram dificuldade em dissociar a deusa Bastet a deusa Sekhmet, sendo uma única pessoa com personalidade e características diferentes. Bastet é a amável e Sekhmet uma guerreira implacável.

A Lenda
Um dia, quando Rá, o deus do sol, envelheceu, os humanos começaram a criticá-lo. Furioso ele decidiu punir a humanidade, chamou a deusa Hátor e a transformou em Sekhmet, a poderosa, mas a divindade perdeu o controle e a Terra se encharcou de sangue. Outra versão da história diz que Rá manda Sekhmet para devorar os humanos, pois estes se distanciaram dos princípios divinos.
Rá, quando percebeu que se continuasse assim toda a humanidade seria exterminada, mandou preparar um tipo de cerveja muito forte e nela misturou grãos vermelhos, fazendo parecer sangue humano, e mandou espalhar essa cerveja por todo o campo onde a deusa prosseguiria com sua matança.
Quando Sekhmet se deparou com a cerveja espalhada no chão, achou mesmo que fosse sangue humano e começou a beber dele. Ela se embriagou e acabou adormecendo, quando acordou, sua fúria já havia passado e a humanidade foi salva. Quando Sekhmet acordou ela estava transformada em uma doce gatinha, Bastet.

Rá, então, ordenou que fosse costume preparar bebidas para a deusa em todas as festividade.

Poderes
Sekhmet também é patrona dos médicos, ela traz a cura da doença que ela mesma disseminou pelo mundo.

Signo
As pessoas nascidas sob o signo de Sekhmet são ousadas e corajosas. Adora desafios, é comum iniciarem algum projeto, mas abandonarem quando este começa a dar frutos e deixa de ser algo arriscado. Também precisam aprender a controlar a raiva e agressividade, essa característica pode assumir proporções extremas.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

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Lendas: Deuses Egípcios - Hator

Yoooooooooo miná-san, hoje vou falar sobre Hator, uma das deusas da religião egípcia.
Hator

Representação clássica de Hator.
Hator era relacionada ao feminismo, ou seja, personificava coisas como o amor, a beleza, a música, a maternidade e a alegria. Sendo também uma das divindades mais populares do antigo Egito, dizem que seu nome ainda é falado pelo vento, sendo ela venerada tantos pela alta sociedade egípcia quanto pelo povo.
Seu nome em egípcio antigo é ḥwt-ḥr, que significa: recinto ou casa de Hórus. E algumas descrições foi chamada de “Senhora do Ocidente”, aquela que recepciona os mortos a próxima vida. Entre as muitas funções a ela atribuídas estão: conexão especial com a música e a dança, com as terras estrangeiras e a fertilidade; grande auxiliar na hora do parto e por último, padroeira dos mineiros.

Hator é por vezes relacionada com uma vaca, uma vez que este animal é relacionado à fertilidade (pasto bom, vaca gorda). Em suas representações, é mostrada com a figura de uma mulher, sobre a cabeça um par de chifres cujo no centro está um disco solar envolto por uma naja. Em volta do pescoço o típico colar Menat. Hator é por vezes representada como uma mulher com cabeça de vaca e quando representada como vaca “inteira”, representava a maternidade. Hator fora considerada uma deusa celestial, segundo a crença, os quatro cantos do universo eram apoiados por quatro pilastras, que simbolicamente, eram as patas das vacas. Sendo este então, o motivo de Hator ter uma aparente relação com Hórus, sendo esta, considerada “sua morada”. A deusa era identificada com as deusas Vênus e Afrodite, as deusas greco-romanas do amor, da paixão e da luxúria. Durante toda a baixa idade egípcia, Hator foi a deusa mais venerada e única divindade egípcia a ter um templo próprio.

Hator como deusa da Guerra


Conta-se a lenda que certa vez, o povo protegido de Hator revoltou-se contra Rá personificando no faraó e pretendendo assassiná-lo. Hator, após ser informada da situação por Rá, ficou furiosa com o povo por ela criado por ter se revoltado contra os deuses. Então transformou-se em Sekhmet, a deusa da guerra egípcia, e matou todos aqueles que via pela frente e bebia do seu sangue. Rá, horrorizado com a situação, arranjou uma enorme quantidade de cerveja da cor de sangue e derramou no chão. Sekhmet, enganada, bebeu da cerveja pensando que era sangue e após embebedar-se tornou-se novamente na calma e bondosa hator.

Hator esposa de Toth


Como a maioria da mitologia egípcia, a lenda de Hator não poderia deixar de ser um pouco confusa. Mas as versões mais antigas da lenda eram ainda menos esclarecidas, sua posição como grande deusa é bem antiga, sendo ela primeiramente conhecida como mãe de Hórus (e aí está toda a confusão, porquê Hórus também era considerado filho de Rá). Após a união de Rá e Hórus, formando o deus Ra-Horakhty, Hator foi finalmente apresentada como esposa de Rá. Mas como ser a mãe do dito deus se ela já era esposa dele? Devido a esta confusão a lenda evoluiu dando ao deus Ra-Horakht a deusa Ausaas como esposa, a partir deste momento Hator passou a ser considerada apenas mãe do dito cujo. Mas aí surgiu outro problema: como ela poderia ser a mãe do feliz? E aí surgiu ele: Toth. Em alguns lugares onde Toth e Hator eram simultaneamente adorados houve o “casamento” entre as duas divindades, e o novo deus passaram a ser apresentado como filho de ambos. Claro que houveram vários outros problemas e, portanto, a lenda não foi difundida e houve o desquite.

Hesat

Hator como aquela que trás vida.
Hator também tinha uma versão divina terrena, e seu nome era Hesat. Hesat é vista como a vaca que trás vida ao Egito, alimenta os deuses e os homens. Segundo a lenda, Hesat, versão terrena de Hator, era casada coma versão terrena de Rá, Mnévis. Do casamento nasceu Anúbis, e os três juntos formaram uma tríade familiar muito cultuada.
Ainda sobre ser esposa de Rá, deus do sol (que dá vida) e mãe de Anúbis (deus da morte), Hesat pode ser considerada aquela que “ajuda” o sol a dar vida, e dela provém a vida que Anúbis – como deus da morte – se apodera.

Hesat é representada como uma vaca leiteira, a ama-de-leite dos demais deuses. Sobre os seus chifres levava um prato de comida, e de suas tetas jorrava o leite que diz-se cerveja de Hesat (nome que significa leite).

Fonte: Wikipédia

quarta-feira, 17 de julho de 2013

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Lendas: Deuses Egípcios - Toth

Salve povo lindo.
Mallow novamente na parada, mas dessa vez dando continuidade a mitologia egípcia aqui na coluna Lendas.
Dessa vez falarei de Thoth, digamos que ele é a versão egipcia de Hermes. Espero que gostem do post.
Boa Leitura.

Thoth
THOTH ou TOT (Também conhecido como Hermes Trimegisto, pois há uma associação dele com o deus grego Hermes) é o deus da escrita e da sabedoria, existem muitas versões para o nome de Thoth. Em hieróglifo o seu nome é Tehuti cujo significado literal é: “Ele Quem Equilibra”. Outras vezes é mencionado como Khufu, nome que os gregos traduziam por Cheops. De acordo com o historiador, Manetho, Khufu era um ser de uma origem diferente das pessoas comuns. Há textos antigos que dizem haver sido Cheops/Khufu quem escreveu o Livro Gênesis que posteriormente foi compilado de forma modificada pelos hebreus passando então a integrar o Pentateuco donto.

Alguns egípcios acreditavam que Thoth tinha criado os Hieróglifos. Thoth era conhecedor da matemática, astronomia, magia e representava todos os conhecimentos científicos. Sua associação mais antiga mostra ele como o deus da Lua. Thoth geralmente é representado com a imagem de um Íbis (pássaro) e por ela ter um bico parecido com a lua e corpo humanóide, o animal era considerado um animal sagrado. Ele também aparece com cabeça de babuíno, mas poucas estatuetas de Toth são vistas desse modo.


Thoth aparece em muitos mitos do antigo Egito. Em uma das versões do mito entre Hórus e Seth, o deus da escrita cura o olho de Hórus que fora arrancado por Seth. Ensinou feitiços a Ísis, permitindo que ela trouxesse Osíris a vida. Já na interminável batalha do deus Rá contra a serpente Apópis, Thoth é também visto como um ser que ajudou nessa luta. No tribunal de Osíris, ele anotava o resultado da vida de quem estava sendo julgado (algo como o que foi feito em vida) e as entregava a Osíris; compreendia todos os mistérios da mente humana, pelo que há no “Livro dos Mortos” do Egito, ele representa o advogado da humanidade.

Os egípcios acreditavam que Thoth tinha sido também o criador do calendário que contava com 365 dias e achavam que o deus tinha uma capacidade enorme de conhecer todas as fórmulas e mistérios do universo, já que em muitos mitos aparece utilizando de magia para ajudar outros deuses.

O culto mais importante de Thoth foi em Hermópolis, mas foi adorado por todo o Egito e na Núbia. Nas inscrições egípcias consta que o conhecimento de Thoth era imenso e que chegou a ter a capacidade de calcular e medir os céus, e até mesmo teria sido o próprio quem o planejou. Como já mencionamos antes, o povo acreditava que Toth era criador inventor da astronomia, astrologia, botânica, geometria e agrimensura, além de um avançado no sistema de trabalhar a pedra, o que permitiu a construção dos grandes monumentos egípcios, entre os quais a Grande Pirâmide de Gisé.
Por isto os egípcios diziam que Thot era o escriba confidencial do deus Osíris, o secretário de todos os deuses e fora ele quem trouxera para a Terra, entre inúmeras outras coisas, a música, assim como a instituição de um calendário anual constante de 365 dias, semelhante ao que somente muito depois foi oficializado e é utilizado na atualidade.

No mito simbólico da morte de Osíris, diz a tradição egípcia que Thoth ensinou à deusa Ísis a conjurar encantos contribuindo, assim, decisivamente para que ela pudesse reconstituir totalmente o corpo do seu irmão, Osíris, que havia sido desfeito em pedacinhos. Por isto, segundo consta, toda a magia egípcia fora ensinada por Thoth.

Os egípcios se referiam a Thoth como sendo a mente e a língua de Rá, também representava a mente e a palavra falada de Rá. A palavra constituía o poder com que Rá objetivava suas ideias. No Egito existiu uma casta de sacerdotes seguidores de Thoth, constituída pelos maiores conhecedores das ciências da época, especialmente da aritmética. Aqueles sacerdotes afirmavam que toda inspiração que tinham provinha de Thoth.


Os Egípcios associavam o bico encurvado e longo da íbis com a Lua e por sua vez a íbis era, segundo a crendice popular, considerado um dos representantes terrestres de Thoth. Segundo a antiga Tradição egípcia, Thoth era o deus da Lua, o deus de sabedoria, o medidor do tempo, e o inventor do sistema de escrita, criador dos hieróglifos e do sistema de numeração. Em outros registros ele era apresentado tendo sobre a cabeça uma gravura simbólica composta pelo disco do Sol e o crescente da Lua.

Para alguns egípcios Thoth era o Deus do equilíbrio, por isto nas gravuras ele era estampado como “Mestre da Balança” indicando estar associado com os equinócios - o tempo quando o dia e a noite eram equilibradas. Tido como o mais eficaz dos escribas de toda a civilização egípcia e que, segundo alguns pesquisadores, escreveram cerca de cem mil manuscritos (papiros). Representou um papel crucial nas designações e orientação de templos e ziggurats. Era um escriba, moralista, mensageiro e o mágico supremo. Considerado o deus protetor de todas as artes, ciências e produções intelectuais.

Em decorrência da ligação da cultura ocidental com a civilização grega, a imagem de Thoth chegou até a atualidade como sendo Hermes acrescido do termo Trismegisto, que significa três vezes grande, ou três vezes sublime. Era tríplice em três sentidos: religioso, cientifico e artístico. Religião, ciência e arte formam nele um triângulo eqüilátero. Mas segundo o Hermetismo, o termo “Trismegistus” tem um outro significado. A Thoth é conferido o nome “Trismegistus” por haver sido Grande Mestre de três civilizações, na Lemuriana, na Atlanta e na Ariana.


O Texto Hermético chamado o Kore Kosmu, escrito em Alexandria no Antigo Egito, cita Thoth como “O Todo Astuto”, desde que ele entendia de todas as coisas.

Nos escritos de Thot há descrição sobre todas as raças que já viveram na terra, com referências sobre onde toda a vida começou. Parte disto consta em documentos conhecidos pelo título de “Textos de Pirâmide” onde uma união com a íbis e Thot acontece na área pantanosa do Delta. Os “Textos de Pirâmide” se constitui de uma coletânea de orações mortuárias egípcias, hinos e feitiços destinados a protegerem um rei ou rainha após a morte para lhes assegurar vida e alimento no futuro.

Nos escritos de Thot há descrição sobre todas as raças que já viveram na terra, com referências sobre onde toda a vida começou. Parte disto consta em documentos conhecidos pelo título de “Textos de Pirâmide” onde uma união com a íbis Thot acontece na área pantanosa do Delta. Os “Textos de Pirâmide” se constitui de uma coletânea de orações mortuárias egípcias, hinos, e feitiços destinados a protegerem um rei ou rainha após a morte para lhes assegurar vida e alimento no futuro. Os textos sobre os ensinamentos de Thoth têm várias origens, alguns oficialmente aceitos pela arqueologia oficial e outros apenas pelos “iniciados”, pois a fonte destes conhecimentos são reservados aos membros da V:.O:.H:. Em parte os conhecimentos não oficiais já foram divulgados em algumas obras reservadas, entre elas "A Tábua das Esmeraldas” e o “Livro Sagrado de Thot” e mais conhecidas o “Corpus Hermeticum” e “Pistis Sophia”.

Fonte: Wikipedia

quarta-feira, 10 de julho de 2013

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Lendas: Deuses Egípcios - Bastet

Boa tarde, caros leitores. Hoje trago um post sobre Bastet para nossa coluna Lendas, espero que gostem. Confesso que foi um pouco complicado escrever sobre ela, pois eu encontrei duas lendas acerca de seu envolvimento com Rá e Sekhmet que se contradizem x.x. Optei por falar daquela que achei mais coerente, vocês ainda podem ler sobre a outra lenda se visitar as fontes. Os egípcios são bem confusos e nem mesmo eles sabem dizer quem foi Bastet de fato e qual seu envolvimento com Sekhmet e Rá.



Bastet (Bast, Ubasti, Ba-en-Aset ou Ailuros) é a deusa-gato, simbolizava a fertilidade, protegia os gatos e as mulheres grávidas, guardiã de casas e defensora de seus filhos. Bastet era uma divindade solar, representada por um corpo feminino com cabeça de gato-preto a qual carregava um sistro na mão, e tinha o poder sobre os eclipses solares. Também era esposa de Ptah e mãe de Nefertum e Mihos.

Ela é comumente confundida com Sekhmet, a deusa com cabeça de leoa. As lendas dizem que Rá ordenou Sekhmet punir os humanos por desobediência. Ela acatou a ordem com tanta fúria que Rá precisou embebedá-la com cerveja para não exterminar toda a raça humana. Bêbada, Sekhmet engravidou de Rá e, posteriormente, teve Bastet.

O culto a Bastet começou, ainda na segunda dinastia do antigo Egito, em Bubastis (cidade do Delta do Nilo) e era associada a gatos selvagens. Após o Império Médio (2040 a. C. a 1640 a. C.), ela passou a ser associada a gatos domésticos.

Até então, não era considerada uma divindade nacional apesar de ser muito estimada na região de origem. Foram os soberanos da dinastia XII (1991 a. C. a 1789 a. C.), oriundos de Bubastis, que a tornaram uma divindade nacional e, desde então, passou a ser considerada filha de Rá e adquiriu os poderes benéficos do sol.

O Templo de Bastet, construído em Bubastis e chamado de Per-Bastet (Casa de Bastet), também matinha gatos que consideravam sagrados para serem embalsamados após a morte e oferecidos como oferenda à deusa. Eram, então, enterrados dentro de pequenos caixões feitos sob medida em cemitérios especiais para gatos nas cidades de Beni Hassan, Saqqara e Bubastis.


Animal Símbolo

Os gatos eram animais sagrados para os egípcios antigos. Além de representar a deusa Bastet e serem considerados a própria reencarnação da deusa, eles possuíam grande valor econômico. Isso, talvez, deva-se ao fato de que eram responsáveis por controlar a população de ratos da região, estes animais eram responsáveis por destruir as colheitas de grãos e cereais e espalhar doenças.

A veneração a estes pequenos felinos era tão grande que quando um gato morria, todos os membros da casa raspavam as sobrancelhas em luto e respeito ao animal que era embalsamado, colocado em um caixão feito especialmente para ele e enviado a Bubastis para ser enterrado em um dos cemitérios construídos somente para esses animais. Uma prática comum para esse povo era consagrar as crianças recém-nascidas a um gato e estas crianças, após a consagração, deveriam usar uma medalha com a efígie do animal por toda sua vida.


Curiosidades

No Egito Antigo, as leis eram peculiares e severas para aquele que matasse um gato, consideradas crimes que nem mesmo o faraó poderia intervir e absolver. Como aconteceu com um romano que por descuido foi responsável pela morte de um gato, o faraó da época, Rei Tolomeo XII, não pôde absolvê-lo. O romano acabou morrendo por linchamento.

Baseado nisso, um comandante persa, Cambises II, conquistou a cidade de Pelusa usando uma estratégia inusitada: o exército persa usou uma grande quantidade de gatos na linha de frente como escudo. A adoração e respeito a esse animal era tanta que os egípcios preferiram se render aos persas a matar os animais.

Em casos de incêndio, esses felinos também eram protegidos a todo custo e os primeiros a serem salvos.

As mulheres usavam os gatos como inspiração para delinearem os olhos, uma prática comum da sociedade da época. O desenho feito com o delineador era uma imitação do formato amendoado dos olhos de Bastet.

Ao contrário da sociedade atual, os antigos egípcios acreditavam que os gatos pretos eram símbolo de sorte, pois eram especiais para Bastet. Médicos utilizavam este símbolo como forma de mostrarem sua capacidade de cura.

Nos templos de Heliópolis, Rá foi representado com o rosto de um gato. As pupilas de sua estátua foram desenhadas de maneira que se dilatavam ou retraíam com a posição do sol, o que permitira os egípcios determinar as fases do dia. Posteriormente, em algumas regiões da China, os chineses aprenderam a utilizar essa prática e passaram a usar os gatos como autênticos relógios vivos, calculando a hora conforme o tamanho das pupilas.

Fontes: Templo de Apolo, All of the Mitology, Discovery, Olhos de Bastet, Fascínio Egito, Reino dos Gatos e Mundo Estranho


quarta-feira, 3 de julho de 2013

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Lendas: Deuses Egípcios - Rá

Rá é apresentado como um homem com cabeça de falcão, por veze, como um falcão e muito raramente como um homem.

ou Ré/Rê (egípcio ri:ʕu) é o deus do sol egípcio. Em algumas lendas conta-se que conduzia a barca de Rá e era o responsável pelo nascer e o pôr do Sol. Também foi considerado o criador dos deuses e da ordem divina e identificado como sol do meio-dia.
O centro de seu culto era na cidade de Heliópolis que significa Cidade do Sol, clara alusão à Rá. Segundo a evolução da lenda de Rá podemos afirmar que: Primeiramente vemos Hórus como o filho de Rá e, em seguida, sendo o equivalente de Rá, depois Rá torna-se finalmente apenas um aspecto de Hórus.Sua esposa era a deus Ret, seus filhos eram Hathor, Osíris, Ísis, Set, Hórus e Maet.


O olho de Rá, dele provém o olho de Hórus.

Em uma das lendas conta-se que Rá recebeu de Nun – ser supremo, constituído de água, criou a Terra e posteriormente o Sol, que é Rá – o domínio sobre a Terra. Mas o mundo não estava completamente acabado, cabendo a Rá conclui-lo. Então Rá se esforçou tanto para completar a criação que suou e chorou – e de seu suor e lágrimas surgiram os seres humanos, razão esta pela qual os egípcios costumavam se chamar ‘rebanho de Rá’, ‘gado de Rá’.
Outra versão da lenda de Rá conta que ele é o criador de todas as criaturas, mas não dele mesmo, visto que é filho de Nun. Rá teria criado todos os seres viventes pronunciando seus nomes secretos.

Outra lenda relata que Nun, após ter criado Rá, o Sol, da lótus, deu a Terra para que Rá completasse a criação. E Rá assim fez, criou todas as criaturas e outros deuses pronunciando seus nomes secreto. Rá, então rei dos deuses e dono de toda a sabedoria celeste, era o ser supremo e de vida eterna. Mas mesmo os seres de vida eterna envelhecem e então Rá ganhou anos e seu corpo se fragilizou.
O deus, que antes trazia brilho à toda terra do Egito, havia ficado decadente. Seus ossos viraram prata reluzente, seus cabelos lápis-lazúli e sua carne louro puro. Os outros deuses tentavam tomar o poder de Rá, mas não tinham uma única coisa necessária para tomar o poder, a sabedoria de Rá. Apenas uma deusa, Ísis, tinha a sabedoria, mas ela não sabia o nome secreto de Rá, aquele que nem mesmo o vento sabia. Esta era aúnica coisa que Rá jamais revelaria a ninguém, seu nome secreto que lhe dava poder sobre todo o mundo.
Então Ísis armou para Rá, envenenou-o e disse que só o salvaria se ele lhe dissesse seu nome secreto. Rá disse, mas só Ísis soube o nome, o homem não. Eis que Ísis e Rá viraram como cumplices e Rá teve que tolerar o mando de outro deus, Rá teria que contar com Ísis.

Rá é comumente associado a outros deuses,
tal como Ptah, Atum e Amon.
Rá também é um deus comumente ligado com outros deuses, como Amon (rei dos deuses e patrono do faraó), formando assim Amon-Rá. Amon era considerado o rei dos deuses, muitas vezes era associado ao deus Rá (ou Ré) formando assim o deus Amon-Rá (Amon-Ré/Amon-Rê), considerado o deus que traz o sol e a vida ao Egito. Razão pela qual o faraó era comumente chamado de Rá na Terra, ou seja, para uma comparação mais moderna, a maior autoridade religiosa do Egito, representante direto dos deuses, como um Papa.
Outra lenda conta que ao amanhecer, sol nascente, Rá era visto como uma criança recém-nascida saído do céu ou de uma vaca celeste e recebendo o nome de Khepri. Por volta do meio-dia era contemplado como um pássaro voando ou um barco navegando. No pôr-do-sol, Rá era visto como um homem velho descendo para a terra dos mortos, sendo conhecido como Atum.
Durante a noite, Rá, como um barco, navegava na direção leste através do mundo inferior em sua preparação para a ascensão do dia seguinte. Em sua jornada ele tinha que lutar ou escapar de Apep, a grande serpente do mundo inferior que tentava devorá-lo. Parte da veneração a Rá envolvia a criação de magias para auxiliá-lo ou protegê-lo em sua luta noturna com Apep, ajudando-o a garantir a volta do Sol.

 
A barca de Rá.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

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Lendas: Deuses Egípcios - Anúbis

Oi pessoal, eu também sou responsável pela coluna de Lendas que vocês já conhecem bem e estarei postando hoje sobre Anúbis.

Anúbis (em grego antigo: Ἄνουβις, Anoubis") é o nome dado pelos antigos gregos. Na língua egípicia, Anúbis era conhecido como Anpu ou Inpu. De acordo com a antiga religião do Egito, Anúbis era o Deus dos Mortos, Mumificação e do Submundo. É representado na forma de um homem e cabeça de um chacal.
Anúbis assumiu diversos papeis em vários contextos, e nenhuma procissão pública no Egito era realizada sem uma representação de Anúbis marchando em seu início. A esposa de Anúbis é a deusa Anput, seu aspecto feminino, e a sua filha é a deusa Kebechet.



A Lenda
Os egípcios acreditavam que no julgamento de um morto era pesado seu coração e a pena da verdade (tal pena pertencia à consorte de Anúbis, a deusa da verdade Maat). Caso o coração fosse mais pesado que a pena, o defunto era comido por Ammit (um demônio cujo corpo seria composto por partes de um leão, hipopótamo e crocodilo). Mas caso fosse mais leve, a pessoa em questão poderia ter acesso ao paraíso ou a alma voltar ao corpo. Anubis era quem guiava a alma dos mortos no Além.

Algumas histórias dizem que Anúbis foi a primeira múmia, outras contam que Osíris, após ser despedaçado pelo irmão, Seth, tem seu corpo embalsamado por Anúbis, tornando-o a primeira múmia e fazendo-o deus do embalsamento.

O Chacal
Cabeça de Chacal também era personificação de Duamutef, um dos quatro filhos de Hórus. A associação de Anúbis com chacais provavelmente se deve ao fato de estes perambularem pelos cemitérios. Anúbis era pintado de preto, por ser escura a tonalidade dos corpos embalsamados.

Apesar de muitas vezes identificado como sab, o chacal, e não como iwiw, o cachorro, ainda existe muita confusão sobre qual animal Anúbis era realmente. Alguns egiptólogos se referem ao "animal de Anúbis" para indicar a espécie desconhecida que ele representava. As cidades dedicadas a Anúbis eram conhecidas pelo grande número de múmias e até por cemitérios inteiros de cães.

 A ideia de mostrá-lo com a cabeça de um chacal pode ter nascido da observação do comportamento dos animais selvagens, rondando os cemitérios, retirando e desmembrando os corpos das sepulturas construídas com pouca profundidade. Do mesmo modo, os egípcios acreditavam que, caso um corpo não fosse devidamente preparado e mumificado conforme as indicações usuais, este seria devorado pelo deus com cabeça de chacal.


São raras as ocasiões em que aparece representado sob a forma totalmente humana, tal como se vê, por exemplo, na capela do templo de Ramsés II em Abidos. A cor de sua face é invariavelmente negra, o que se especula ser uma referência à cor do cadáver em meio ao processo de mumificação. Seu culto está patente nas necrópoles, nas quais estão registrados preces e hinos que evocam sua proteção, além das paredes das mastabas mais antigas. Os principais centros de culto de Anúbis no Egito foram a décima sétima província, em especial sua capital Cinópolis, além de Licópolis (atual Asyut).

Fontes: Fascinio Egito, Wikipedia, Info Escola

quinta-feira, 20 de junho de 2013

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Lendas: Deuses Egípcios - Osiris

Ola pessoas, dando continuidade aos post da coluna lendas, eu Mallow falarei sobre Osíris, um dos deuses egípcios mais importantes da mitologia. Não sou de escrever muito em explicações, mas ai esta o que desejam e espero que gostem. Boa leitura


Osiris (Ausar em egípcio), marido de Ísis e pai de Hórus, era um dos deuses da mitologia egípcia, associado a vegetação e a vida no além. Chamado também de oriundo de Busius em alguns locais, Osiris foi um dos deuses de maior popularidade no antigo Egito (hoje nem tanto assim) e continuado até a era Greco-romana, a mesma época que o Egito perdeu sua independência política. Osíris era o deus que julgava os mortos na Sala das Duas Verdades, onde se procedia à pesagem do coração ou psicostasia.
Osiris era o deus que julgava a alma dos egípcios que iam para o paraíso (lugar onde só há fartura). Para os seus primeiros adoradores, Osíris era apenas a encarnação das forças da terra e das plantas. À medida que o seu culto se foi difundindo por todo o espaço do Egipto, Osíris enriqueceu-se com os atributos das divindades que lhe era ostentado. Por outro lado a mitologia acabou fazendo uma lenda em torno de Osíris, que foi recolhida fielmente por alguns escritores gregos, como Plutarco.
A dupla imagem que de ambas as fontes chegou até nós deste deus, cuja cabeça aparece coberta com a mitra branca, é a de um ser bondoso que sofre uma morte cruel e que por ela assegura a vida e a felicidade eterna a todos os seus protegidos, bem como a de uma divindade que encarna a terra egípcia e a sua vegetação, destruída pelo sol e a seca, mas sempre ressurgida pelas águas do Nilo


O nome Osíris




Segundo Diodoro Sículo, os primeiros egípcios, logo que surgiram, olharam para o céu e ficaram com temor do Universo, imaginaram dois deuses eternos, o Sol e a Lua, respectivamente Osíris e Ísis. Osíris significa muitos-olhos, um significado apropriado para representar os raios do Sol, que vêem tudo, tanto a terra quanto o mar.
Os mitógrafos gregos, ainda segundo Diodoro Sículo, identificaram Osíris com Dionísio e com a estrela Sirius; Diodoro cita poemas de Eumolpo e Orfeu identificando Dionísio com a estrela Sirius. Segundo alguns, Orísis era representado com uma capa de estrelas, imitando o céu estrelado. Segundo Isaac Newton, Osíris é um nome grego; eles interpretaram o lamento egípcio. Ele identifica Osíris com o faraó Sesac ou Sesóstris, um grande conquistador, que reinou de 1002 a.C. a 956 a.C.
O nome Osíris deriva do grego, que por sua vez deriva da forma síria Usire. O significado exato do nome é desconhecido até o presente momento. Entre os vários significados propostos por especialistas, encontram-se hipóteses como "Aquele que ocupa um trono", "Para criar um trono", "Lugar/Força do Olho" ou "Aquele que copula com Ísis". Contudo, a interpretação considerada mais aceitável é a que considera que Osíris significa "O Poderoso" deus do sol, conhecido também como o julgador do paraiso.

Osiris também era conhecido como um deus maior, assim como Isis.

Origens e evolução

 Fragmento de Livro dos Mortos onde se representa Osíris
Deus cujo culto está atestado desde épocas muito antigas, Osíris seria oriundo de Busíris (nome que significa "Lugar de Osíris" ou "Domínio de Osíris") localidade na região central do Delta do Nilo (Baixo Egito). Nesta localidade julga-se que Osíris substituiu um deus local de nome Andjeti, tendo herdado as suas insígnias. Osíris era em Busíris apenas um deus da fertilidade, cuja principal função era garantir uma boa colheita, personificando o ciclo da vegetação e as águas do Nilo.

Representação de Osíris

Osiris teve sua popularidade aumentada ao longo dos anos, mas em períodos distintos. Anteriormente era considerado apenas um deus local como a maioria das divindades egípcias.
Inúmeros mitos cobriam a existência de Osiris, entre eles o mais famoso era que Osiris havia sido assassinado pelo seu irmão Seth. Geralmente representado por um homem mumificado de pele esverdeada (assim que Osíris acabou sedo associado a fertilidade) ou de coloração negra (associado ao submudo) com uma barba postiça e as mãos segurando os cetros HqA e Nekhakha. Acima de sua cabeça estava a coroa de Atef (uma coroa branca do alto Egito, com duas plumas de avestruz) Em algumas representações poderia ter um uraeus (serpente) sob a coroa e uns cornos de carneiro. A representação de Osíris como um animal era rara. Quando se verificava o deus poderia surgir como um touro negro, um crocodilo ou um grande peixe.
  


 Representação mais comum de Osíris

O mito de Osíris

O mito de Osíris é conhecido graças a várias fontes, sendo a principal o relato de Plutarco (século I) De Iside et Osiride (Sobre Ísis e Osíris). Alguns textos egípcios, como os Textos das Pirâmides, os Textos dos Sarcófagos e Livro dos Mortos, narram vários elementos do mito, mas de uma forma fragmentária e desconexa. Osíris é apresentado como filho de Geb e Nut, tendo como irmãos Ísis, Néftis e Seth. É portanto um dos membros da Enéade de Heliópolis. Ísis não era apenas sua irmã, mas também a sua esposa. Osíris governou o Egito, tendo ensinado aos seres humanos as técnicas necessárias à civilização, como a agricultura e a domesticação de animais. Foi uma era de prosperidade que contudo chegaria ao fim.

O irmão de Osíris, Seth, governava apenas o deserto, situação que não lhe agradava. Movido pela inveja, decidiu engendrar um plano para matar o irmão. Auxiliado por setenta e dois conspiradores, Seth convidou Osíris para um banquete. No decurso do banquete, Seth apresentou uma magnífica caixa-sarcófago que prometeu entregar a quem nela coubesse. Os convidados tentaram ganhar a caixa, mas ninguém coube nela, dado que Seth a tinha preparado para as medidas de Osíris. Convidado por Seth, Osíris entra na caixa. É então que os conspiradores trancam-na e atiram-na para o rio Nilo. A corrente do rio arrasta a caixa até ao mar Mediterrâneo, acabando por atingir Biblos (Fenícia).
Ísis, desesperada com o sucedido, parte à procura do marido, procurando obter todo o tipo de informações que encontra pelo caminho. Chegada a Biblos, Ísis descobre que a caixa ficou inscrustrada numa árvore que tinha sido cortada para fazer uma coluna no palácio real. Com a ajuda da rainha, Ísis corta a coluna e consegue regressar ao Egito com o corpo do amado, que esconde numa plantação de papiros.
Contudo, Seth encontrou a caixa e furioso decide esquartejá-lo em catorze pedaços, o corpo foi, então, espalhado por todo o Egito. Em alguns textos do período ptolemaico teriam sido dezesseis ou quarenta e duas partes. Quanto ao significado destes números, deve referir-se que o catorze é número de dias que decorre entre a lua cheia e a lua nova e o quarenta era o número de províncias (ou nomos) em que o Egipto se encontrava dividido.

Ísis, auxiliada pela sua irmã Néftis, partiu à procura das partes do corpo de Osíris. Conseguiu reunir todas, exceto o pênis, que teria sido devorado por um ou três peixes, conforme a versão. Para suprir a falta deste, Ísis criou um falo artificial com caules vegetais.
Ísis, Néftis e Anúbis procedem, então, à prática da primeira mumificação. Ísis transformou-se em seguida num milhafre que, graças ao bater das suas asas sobre o corpo de Osíris, criou uma espécie de ar mágico e acabou por ressuscitá-lo. Ainda sob a forma de ave, Ísis une-se sexualmente a Osíris e desta cópula resulta um filho, o deus Hórus. Ísis deu à luz este filho numa ilha do Delta, escondida de Seth. A partir de então, Osíris passou a governar apenas o mundo dos mortos. Quanto ao seu filho, conseguiu derrubar Seth e passou a reinar sobre a terra.

Mito e história

Alguns autores especulam que o mito de Osíris possa ter ligações com eventos históricos. Assim, Osíris seria um chefe nômade responsável pela introdução da agricultura na região do Delta. Aqui teria entrado em conflito com Seth, líder das populações do Delta. Osíris teria sido morto por Seth e vingado pelo seu filho.
Segundo Newton, Osíris e Busíris é como os gregos interpretaram o lamento egípcio. Newton identifica Osíris com vários conquistadores mitológicos: Sesac, Baco, Marte, o Hércules egípcio citado por Cícero e Belo. Sua morte é dada no ano 956 a.C., e ele é morto por seu irmão Jápeto .
Símbologia

 

 Pilares djed (a verde)



O símbolo mais importante associado a Osíris era o pilar ou coluna djed. Não se sabe o significado exato deste símbolo, tendo sido proposto que representaria quatro pilares vistos uns atrás dos outros, a coluna vertebral de um homem ou do próprio Osíris ou uma árvore de cedro da Síria com os ramos cortados (esta última hipótese relaciona-se no relato mítico segundo o qual a caixa-sarcófago ficou incrustrado num cedro).
O djed representava para os Egípcios a estabilidade e a continuidade do poder. Era o elemento principal de uma cerimônia ritual que se celebrava durante a festa heb sed do faraó (também conhecida como a festa de jubileu real), denominada como a "ereção da coluna djed" e das quais se conhecem várias representações. A nébride, ou seja, a pele de um animal esfolado (julga-se que seria a pele de uma vaca ou então de um felino) pendurada num pau que está inserido num recipiente, era outro símbolo associado ao deus.Osíris tinha como barca sagrada a nechemet, na qual Ísis e Néftis eram representadas ocupando respectivamente a proa e a popa.

O Culto a Osiris

O culto de Osíris encontrava-se difundido um pouco por todo o Egito, sendo os seus principais centros cultuais Abido e Busíris, localidades que os Egípcios procuravam visitar em peregrinação pelo menos uma vez na vida. Em Abido era realizado uma procissão todos os anos durante a qual a barca do deus era transportada, celebrando-se a vitória do deus sobre os seus inimigos. Nesta cidade o antigo túmulo do rei Djer seria identificado como o túmulo de Osíris.


Fonte de Pesquisa: Infoescola.