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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

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Lendas: Kappa

Salve Galerê.

Mallow batendo record de post na semana XD.
Lendas, Kappas, Mitologia Aasiática...espero que gostem.

Kappa

Chamado também de Gataro e Kawako é o nome de um youkai aquático do folclore japonês. Ele pode ser tanto benéfico quanto maléfico. Os japoneses acreditam que há algumas maneiras de se proteger contra um Kappa maldoso.

Quando plenamente desenvolvido, um Kappa tem o tamanho de uma criança de dez anos. Sua pele é escamosa e verde-amarelada. Normalmente tem cara de macaco, costas de tartaruga; as mãos e os pés têm membranas, para nadar mais facilmente. Talvez seu traço físico mais característico seja uma depressão em forma de pires no topo da cabeça, que deve sempre conter água, para que o Kappa possa conservar seus poderes sobrenaturais e sua força extraordinária quando está em terra.

A comida preferida dos Kappas é pepino e, inclusive, há um tipo de sushi que vai pepino e tem o nome de Kappa maki. Kappas moram em rios, lagos e lagoas. Sempre saindo do fundo das águas para pegar suas presas de surpresa e, assim, se alimentar de sangue e fígado humano, especiarias mais saboreadas pelos Kappas. Muitas vezes vistos como honrados e inteligentes, muitos chegam a crer que o Kappa ensinou os humanos como curar fraturas de ossos, sendo que ele ofereceu seus conhecimentos de cura em troca de um braço amputado. Curiosamente, os braços e pernas de um Kappa, quando são amputados, voltam a ser preso no corpo, ficando como novo em poucos dias.
Uma das formas de derrotar um Kappa é o cumprimentado diversas vezes, como os japoneses fazem, curvando suas cabeças. Dizem que o Kappa se mostrara honrado e também complementará o humano, fazendo assim a água que há em sua cabeça ser completamente derramada. Lembrando que a fonte de força do Kappa vem dessa mesma água.

Há pessoas que risca na casca do pepino o nome de familiares, comida predileta deles, ficando muito honrados, os Kappas ficam com a obrigação de não atacar os familiares escritos no pepino.



domingo, 10 de novembro de 2013

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Curiosidades: Itasha

Salve povo lindo, Mallow na area deixando uma curiosidade show de bola. Falarei sobre Itasha, um tipo de customização de carros ao estilo Japonês, espero que curtem

Itasha, Customização de Carros
Itasha é um termo japonês que se refere a arte de customizar automóveis com personagens de animes, mangás ou games. Os personagens são, quase sempre, menininhas fofinhas japonesas, como Hatsune Miku, Suzumiya Haruhi e até animes completos como K-ON. Sendo que isso também acontece com motos e até bicicletas, porém com nomes diferentes, sendo Itansa  para Motos e itachari para bicicletas.

Essa moda começou na década de 80, quando o Japão estava com alto poder econômico e assim entravam os mais caros e belos carros de luxo, vindos de outros países e entre eles o “Itasha” que é originalmente uma gíria japonesa para os carros italianos, os mais desejados na época.

Na década de 90 o termo “ita” foi adotado para descrever pessoas que idolatravam o serial Killer Tsutomu Miyazaki. Então o termo itasha (que significa veiculo decorado) vem da mistura de dois kanjis, sendo eles ita ( que significa dolorosa) e sha (veiculo), também interpretado como “dolorosamente embaraçoso” ou ainda “doloroso para a carteira”, por causa de seus custos altos.

Como itasha também é um trocadilho para carros italianos, chamados de itaria-sha. Apesar de tudo, o itasha ficou muito conhecido em 2007 com o primeiro Autosalone (feira de veículos itasha no Japão) em Ariake, onde havia inúmeros carros decorados assim. No mesmo ano, um Lancer Evolution VII featureing com tema de Lucky Star e The Melancholy of Haruhi Suzumiya foi apresentado. Um ano depois, lançaram uma Studie Corrida GLAD (loja de tuning BMW no Japão).

Em 2008, foram mostrados muitos carros com esse tipo de customização na Comic Market. No mesmo ano um Itasha da personagem Hatsune Miku correu na GT Super, sendo grandiosamente elogiado por muitos fãs de Itasha. O envolvimento em eventos de automobilismo vem crescendo a cada dia mais e mais, desde eventos mais simplórios como encontros de adoradores de Itasha, até feiras e corridas, chamando assim a atenção da mídia para o tipo de customização

No ano de 2009 foi lançado um Corvette decorado com personagens, alem de outros totalmente licenciados, entre muitos carros de alto padrão de luxo como Ferraris, Lambroghinis e mais alguns carros de alto desempenho.

Graças aos esforços de muitas pessoas, essa customização é vista com bons olhos hoje, e não com muito preconceito como era antigamente, mesmo em um pais como o Japão onde personagens desse tipo reinam. O movimento itasha cresceu tanto que hoje ele é visto em peças nem inimagináveis como GPS, que a voz de uma personagem é colocada no lugar da voz original que vem no aparelho, óleos de motor personalizado com personagens lolitas de animes e mangás. Muitas lojas foram abertas no Japão, especializando-se em Itasha, mais exatamente em junho de 2009.

Se a moda do Drift chegou aos cinemas, por que não dizer que esse estilo acabe chegando as telas do cinema Americano?

Fontes de Pesquisa: Wikipedia,Minilua e Megacubo.
 

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

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Lendas: Raposas Orientais

Hei peoples, ui, surpresos em me verem hoje? vim para substituir o Zeu pq ele e um inútil uma pessoa muito ocupada e nao pode aparecer por aqui hoje u_u


A Raposa e um animal muito lindinho, ne?

La para o lado oriental ela esta presente em varias culturas, tais como: India, China, Coréia e Japao. No post de hoje eu vou focar nas lendas de raposas vindas do Japao: Kitsune e da Coreia: Gumiho.

Bom, no geral as lendas retratam raposas que possuem muita longevidade ou um acumulo de energia muito grande e que por resultado, ganharam poderes. Possuem uma aparência meio humana e meio raposa. Em algumas historias elas podem possuir ate 9 caldas.

Gumiho

A lenda das Gumihos (se pronuncia Kumirro) é coreana, e trata de uma raposa que viveu por mil anos e ganhou o poder de mudar de forma, geralmente usam a imagem de uma bela mulher para seduzir homens e devorar-lhes o coração ou o fígado (motivo? eu nao sei '-'). 

Ao contrario da amiga Kitsune (japonesa) que pode ser apresentada como boa ou ma, dependendo da historia, Gumihos sao quase sempre malignas e sanguinarias. Porem, alguns textos antigos coreanos as descreveram como criaturas bondosas e ingênuas... vai ver elas se revoltaram de uns tempos pra ca, ne?

Sua aparência e descrita como meio-humano, meia-raposa podendo alternar entre os dois, mas alguns dizem que mesmo enquanto no disfarce humano ainda precisam manter algo que os ligue a outra forma (de raposa), pode ser um rosto meio parecido, orelhas de raposa ou um dos rabos, ou ate mesmo todos os nove, afinal, elas usam uma camuflagem magica, mas sua natureza nunca e alterada.

Alguns contos narram que se uma Gumiho nao matar e comer humanos por mil dias ela se tornara humana. Outros dizem que a raposa deve comer mil fígados humanos em mil anos para virar humana, caso contrario, morrera.

Kitsune 

Significa simplesmente raposa em japones. Existem varias lendas sobre "kitsune" no Japão, e a sua popularidade nos animes deixa bem difícil de distinguir o que e realmente a lenda e o que foi inventado pelos mangakas. O fato e que as raposas representam inteligência e sabedoria, sao seres mágicos, as vezes Yokais, sagrados ou amaldiçoados. Generalizando tudo, existem dois tipos de kitsune:

A Zenko (Raposas do Bem), sao aquelas boazinhas, associadas ao Deus Inari, as vezes sao chamadas simplesmente de Raposas de Inari. E a Yako (ou Nogitsune, significa Raposas Maldosas), sao mais maliciosas, gostam de pregar pecas em humanos. Obviamente existem muitas variações, por exemplo, a Ninko: um espirito de kitsune que nao possui corpo físico e possui humanos, Kitsune-Bi (Raposa de fogo): Sao capazes de invocar chamas ao redor da boca ou caldas, Kuko: Sao raposas do elemento do ar, dizem que sao muito maldosas, Kitsune-Tokoya (Raposa Barbeira): Uma raposa travessa que prega pecas engraçadas em humanos, sem realmente prejudica-los, o nome vem de uma historia em que a raposa se disfarçou de barbeiro em uma pequena província e deixou todos os moradores carecas, rs.

Dizem, que a cada cem anos uma kitsune recebe uma calda a mais, e a cada calda ela se torna mais poderosa e mais sabia, chegando ao máximo de nove caldas, neste estado alguns dizem que elas se tornam uma espécie de deus (por virar onipresente e onisciente) e sua coloração muda para prateado ou dourado.

Algumas pinturas antigas apresentam uma esfera branca conhecida como Hoshi no Tama (esfera circular) que flutuam ao redor das vitimas possuídas da kitsune ou sao carregadas na boca ou calda da raposa, essas esferas tambem sao consideradas jóias preciosas ou magicas e significam a alma da kitsune, contendo parte da sua magia quando esta transformada, dizem que se ela ficar por um longo período separada da jóia poderá morrer. Aquele que roubar-lhe a Hoshi no Tama pode negociar favores com a raposa em troca da esfera.

~

Bom, deu pra perceber que raposas sao bem comuns em jogos, animes e coisas la pelo outro lado do mundo, eu mesma amo elas *-* Entao que tal alguns exemplos? :3

Quer exemplo mais clássico que pokemon? *-*
Soshi do anime Inu x Boku SS, pra provar que raposas nao sao sempre femininas
Anhi do jogo League of Legends
Quem nao conhece a Kyuubi do anime Naruto?
Kitsune do jogo Muramasa 
  
Gumiho do dorama My Girlfriend is a Gumiho


domingo, 30 de junho de 2013

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Curiosidades: Shinsengumi, A força dos Lobos de Mibu

Ola povo, tudo tranquilo ?
Mallow na area com um post lindissimo...para mudar um pouco as coisas, que tal falar sobre o grupo mais temido da História Japonesa. Ficou curioso, não é ?
Abaixo vocês irão ler sobre os famosos Lobos de Mibu. Boa Leitura.


Shinsengumi, A força dos Lobos de Mibu

Shinsengumi foi uma unidade policial que serviu ao xogunato no período final do bafuku. A tropa era formada por. Seus principais membros eram hábeis espadachins da região de Tama em Edo. Sua missão era proteger a cidade de Kyoto, que havia se transformado em um verdadeiro caos de sangue e mortes por causa dos monarquistas que na época ainda agiam cada um por si. Vestindo uniformes azuis-claros com detalhes de branco e agindo sob a bandeira escarlate com o ideograma para a fidelidade, eles eram chamados de Miburo, os Lobos de Mibu, que fizeram Kyoto tremer de terror com as suas espadas letais e um espírito que sobrepujava o medo da morte. Foram derrotados pelas armas de fogo modernas e desapareceram da história, mas provavelmente foram o último, o maior e o mais forte grupo de espadachins da historia do Japão.

Começo – A História dos maiores lobos do Japão

Quando o Comodoro Perry chegou ao Japão, o país foi atirado ao terror massivo. A maioria do Japão era xenofóbica, pois passaram todo o governo de quase 300 anos sob o domínio do Xogunato Tokugawa sem contato com nenhum estrangeiro, exceto raros casos de intercâmbio entre a China e a Holanda. O Xogunato decidiu abrir casas para os gaijins (estrangeiros), para aprender com eles e depois usar os próprios artifícios contra eles. Porém, houve vários descontentes com isso, principalmente os samurais da área de Choushuu e Satsuma, que decidiram fazer uma revolução sob o slogan Sonno-joi (reverenciar o Imperador e expulsar os bárbaros).
Pretendiam, principalmente, devolver o poder ao Imperador, expulsando o Xogunato do poder. Esses foram os chamados Ishin Shishi (Leões da Revolução). Diante disso, muitos ronins se instalavam em Kyoto pretendendo ajudar o país, mas sem saber que pensamento ou grupo seguir. Então, começaram a haver várias tropas chamadas de Roshitais (Roshi é o mesmo que Ronin) a favor do Xogunato.
No distrito de Tama, perto de Edo, havia um dojo de kenjutsu, o Shieikan, que praticava o estilo Tennen Rishin Ryuu.O mestre do dojo era Isami Kondou e os três principais alunos eram Toshizou Hijikata, Genzaburou Inoue e Souji Okita. Esses quatro viviam como irmãos no dojo e tinha vários amigos que visitavam o dojo, entre eles Shinpachi Nagakura, Sanosuke Harada e Heisuke Toudou.Quando souberam o que havia em Kyoto, decidiram seguir viagem para lá e ajudar o país, deixando o dojo aos cuidados do irmão mais novo de Hijikata.
Lá chegando, foram alistados por Hachirou Kiyokawa, após passar pelos "exames de admissão". Treze roushis, incluindo Kondou e cia, foram indicados como "Defensores de Kyoto" por Katamori Matsudaira, o Daimio do Feudo de Aizu. Porém, apesar de Kiyokawa atuar publicamente como pró-Xogunato, ele na verdade estava do outro lado. O que ele queria era reunir uma tropa de roushis em nome do Xogunato, mas treiná-los para serem Ishin Shishis. Ele planejava atacar o alojamento gaijin de Yokohama, incendiar as casas e matar os estrangeiros para que a diplomacia do Xogunato, bem como sua imagem, caísse o mais baixo possível. O Xogunato soube disto, porém, e enviou assassinos para eliminar Kiyokawa no dia 13 de abril do 3º ano da era Bunkyuu (1863), antes que o seu plano pudesse ser executado. Depois disto, os membros Shieikan insistiram em auxiliar o Xogunato e assim formaram o Shinsengumi, com 13 membros.
Foi aí que o kanji "Makoto" (fidelidade) foi escolhido como estandarte do grupo. Houve algumas discussões sobre isso: Kondou insistiu no "Makoto" e Serizawa no "Ryu" (Dragão). Kamo Serizawa, porém, não era flor que se cheirasse. Mestre do estilo Shintou Munem Ryuu, ele era famoso por usar um leque de ferro como arma e freqüentava bordéis, matava pessoas a seu bel-prazer, se embriagava e comportava-se de maneira impertinente, usando sua posição como "Comandante do Shinsengumi" para acobertar os seus erros. Daí surgiu o apelido "Lobos de Mibu": a tropa se reuniu primeiro na vila de Mibu e então o nome Miburo (Lobos de Mibu).
A tropa tornou-se desprezada em toda Kyoto. A gota d'água para Kondou e Hijikata foi quando Serizawa trouxe uma prostituta para o alojamento do Shinsengumi. Eles eram homens de altos princípios morais e apegados aos códigos de honra dos samurais. Por outro lado, Niimi não era muito melhor. Quando a tropa estava viajando para Kyoto, um incêndio aconteceu no hotel em que estavam hospedados e Kondou levou toda a culpa pela negligência. Mais tarde ele foi ridicularizado por Serizawa e Niimi. Algumas semanas mais tarde, porém, Hijikata e os outros descobriram a verdade: Niimi estava exigindo descontos (e outros serviços luxuosos) de um certo lojista, que se recusou a atendê-los porque suas exigências eram ridículas. Enfurecidos, os dois dispararam um canhão, que viajou com a tropa e estava sendo armazenado na loja do hotel. Porém, eles se descuidaram e o incêndio atingiu o hotel. Hijikata conseguiu descobrir evidências suficientes para incriminar apenas Niimi, ordenando que Niimi cometesse seppuku.
Depois disto, as hostilidades entre Kondou e Serizawa se tornaram mais e mais insanas. Finalmente, em 18/09/1863, Serizawa e outros membros corruptos do Shinsengumi foram assassinados por um grupo de extermínio especial, composto por Inoue, Yamanami, Toudou, Harada e Okita. Membros vieram e se foram, usualmente por decapitações e seppuku. Depois do caso Serizawa, Kondou e Hijikata se determinaram a melhorar a qualidade dos seus membros, não somente aumentando a dificuldade dos "testes de admissão", como também decapitando, assassinando e ordenando seppuku a qualquer membro que fosse apanhado violando o Bushido.

Incidente da Hospedaria Ikeda – A Veracidade dos Lobos foi finalmente mostrada

O Shinsengumi havia prendido um dos mais importantes homens do Ishin Shishi, Kiemon. Este foi torturado cruelmente e sem piedade. Mas o Shinsengumi só havia conseguido seu nome verdadeiro, Shuntarou Furutaka. Porém, Toshizou Hijikata perdeu a paciência e submeteu Furutaka a uma tortura mais cruel, até que ele confessasse tudo; o plano dos monarquistas era o seguinte:
1) Aproximadamente no dia 20 de Junho de 1864, os monarquistas iriam escolher uma noite com bastante vento para atear fogo em Kyoto. Dependendo do caso, eles iriam cercar o palácio de Kyoto com chamas.
2) Aproveitando o caos criado, emboscariam e matariam todos os homens importantes do Xogunato.
3) Então seqüestrariam o Imperador e o levariam ao feudo de Choushuu.
Os monarquistas estariam reunidos na Hospedaria Ikeda e na Hospedaria Shikoku. Sem imaginar que o Shinsengumi havia descoberto os seus planos, os monarquistas se reúniram na Hospedaria Ikeda. O Comissariado Militar de Kyoto é alertado sobre o perigo e trata de juntar-se ao exército do Comissariado e a outras organizações e feudos para atacar os monarquistas. Entretanto, duas horas depois, sem que ninguém houvesse chegado, o Shinsengumi decide agir sozinho. O Comandante dos Lobos de Mibu, Isami Kondou, forma dois grupos para atacar a Hospedaria Ikeda e a Shikoku ao mesmo tempo. E assim começa uma batalha que dura duas horas, na qual os monarquistas foram massacrados. Esse acontecimento ficou conhecido como o Incidente da Hospedaria Ikeda (Ikeda-ya Jiken ou Ikeda-ya no Hen).
Depois do confronto, não sobrou quase nada da Hospedaria. E a volta triunfal do Shinsengumi foi acompanhada por um mar de pessoas, impressionadas ao ver os homens completamente cobertos de sangue. Este incidente lançou o nome da tropa ao "estrelato" e, por causa dessa atuação, o Imperador mostrou o seu apreço pelos Miburo.
Keisuke Yamanami, meses antes do Incidente da Hospedaria Ikeda saiu do Shinsengumi, mas foi capturado por Souji Okita e obrigado a cometer Seppuku. Mais tarde, em 1865, Chuuji (Tadaji) Matsubara cometeu Seppuku por causa de uma decepção amorosa. Esse incidente teve um potencial tão grande na história do Japão que muitos dizem que tal ataque atrasou em quase 2 anos a vitória dos monarquistas.




Caça aos Lobos – O Fim do Shinsengumi

Kawai Mikisaburou foi executado por não ter conseguido justificar um rombo financeiro nas contas do grupo que ele provocou sem querer. Os irmãos Tani (Sanjuurou, Shuntarou e Kondou Shuuhei) eram uma grande fonte de problemas dentro do Shinsengumi. Acabaram sendo mortos por Hajime Saitou. Tauchi Tomo foi executado porque foi ferido pelo amante de sua mulher. Kanryuusai Takeda tentou fugir para o feudo de Satsuma, mas foi descoberto e morto por Hajime Saitou. Kashitarou Itou, Mikisaburou Suzuki e Heisuke Todou e mais algumas pessoas tentaram sair do Shinsengumi usando como pretexto a morte de Keisuke Yamanami, mas foram mortos em 18 de Novembro de 1867.
Alguns membros do grupo dissidente sobreviveram e conduziram atentados contra as vidas de Okita e Kondou. Mais tarde ocorreu a aliança entre os feudos de Choushuu e Satsuma (os mais atuantes feudos monarquistas). A seguir, o Xogun Yoshinobu Tokugawa devolveu o poder político para o Imperador, que logo depois assumiu oficialmente o governo do Japão. Em seguida, tivemos a Guerra Boshin, que marcou o fim da Era Tokugawa e o início da era Meiji.
Na primeira batalha, a de Toba e Fushimi, vários membros do Shinsengumi morreram, entre eles Inoue e Susumu. Kondou fora preso e decapitado em 25 de abril de 1868. Okita morreu de tuberculose em 30 de maio do mesmo ano. Nagakura e Harada foram expulsos do Shinsengumi após uma violenta discussão com Hijikata e formaram o Seiheitai. Mais tarde, Harada juntou-se ao Shogitai.
Durante a segunda batalha da Guerra Boshin, a batalha do monte Ueno, em Edo, Harada foi dado como morto. Há lendas de que ele sobreviveu e foi para a Mongólia, tornando-se o líder dos nômades de lá. Saitou lutou até o fim, mas a 3ª divisão do Shinsengumi foi massacrada e ele dado como morto. Porém, Saitou sobreviveu, foi para o feudo de Aizu, casou-se com Tokio Takagi, teve três filhos, tornou-se policial espadachim e mudou seu nome para Gorou Fujita. Nagakura voltou ao seu feudo de origem, mudou seu nome para Yoshie Toshimura, tornou-se instrutor de Kendô de uma penitenciária de Hokkaido e até escreveu uma biografia sobre os seus tempos no Shinsengumi.
Em Hokkaido que a vida e as lutas de Toshizou Hijikata, o "demônio do Shinsengumi", chegaram ao fim. Ele e os demais sobreviventes dos Miburo estabeleceram uma república independente, a república de Hokkaido. Durante algum tempo eles massacraram todas as expedições do governo Meiji que foram enviadas para lá. Até que, durante a última batalha da guerra Boshin, a batalha de Hakodate, Toshizou Hijikata foi morto por tiros de metralhadora em 11 de maio de 1869. A morte de Hijikata marca o final da história do Shinsengumi.



As Cinco Leis do Shinsengumi

Havia um código de conduta básico que os integrantes deviam seguir, composto de cinco leis:
"Não é permitido se desviar do caminho que um homem deve trilhar"
"Não é permitido sair do Shinsengumi"
"Não é permitido arrecadar dinheiro para proveito próprio"
"Não é permitido se envolver em processos jurídicos de terceiros"
"Não é permitido se envolver em lutas de caráter particular"
A transgressão de qualquer uma delas significava literalmente a morte do transgressor, seja ela voluntária ou involuntária. A lei em si foi um divisor de águas, no inicio aumentou monstruosamente a fama dos lobos de Mibu, mas ao mesmo tempo fez uma verdadeira chuva de sangue quando membros começaram a sair.

Os principais Lobos

Isami Kondou (comandante)
Kamo Seriwaza (Inicialmente comandante antes do Kondou)
Toushizou Hijikata (sub-comandante)
Keisuke Yamanami (sub-comandante junto com o Hijikata)
Souji Okita (capitão da 1ª divisão)
Shinpachi Nagakara (capitão da 2ª divisão)
Hajime Saitou (capitão da 3ª divisão)
Tadaji Matsubara (capitão da 4ª divisão)
Kanryusai Takeda (capitão da 5ª divisão)
Genzaburou Inoue (capitão da 6ª divisão)
Sanjuurou Tani (capitão da 7ª divisão)
Heisuke Toudou (capitão da 8ª divisão)
Mikisaburou Suzuki (capitão da 9ª divisão)
Sanosuke Harada (capitão da 10ª divisão)
Kai Shimada ("sargento")
Susumi Yamazaki ("espião")

Curiosidades sobre o Shinsegumi

A justiça Aku Soku Zan, que significa do japonês para o português O mal imediatamente eliminado, presente no mangá/anime Rurouni Kenshin é totalmente fictício. Alguns personagens são inspirados em membros do Shinsengumi, seja pelo traço do desenho e/ou pela personalidade: Soujirou Seta em relação ao Souji Okita, Aoshi Shinomori foi baseado em Toushizou Hijikata e Sanosuke Sagara em relação a Sanosuke Harada. Hajime Saitou tornou-se um personagem do próprio mangá e anime, que também utilizava em breves passagens alguns dos demais membros do grupo.

No Mangá de Rurouni Kenshin é explicado a base de todos personagens, incluindo a base de rosto de alguns. Em Saitou, Watsuki usou uma foto antiga que o mostrava trajado como policial. Apesar de que existe duas fotografias que dizem ser Hajime Saitou, uma seria de um homem barbado segurando um rifle e outra mostra uma imagem de busto de um homem com aparência comum, mas com enormes orelhas de abano.

Hajime Saitou é mostrado claramente em duas obras de mangá/anime, sendo que nelas mesma aparece uma versão totalmente diferenciada de um mesmo personagem. Enquanto em Rurouni Kenshin, Saitou aparece mais em uma época que ele estaria menos agressivo por causa da era que começava em uma paz, o mesmo atacava com ímpeto e maestrias de quando era ainda um Lobo de Mibu. O Saitou de Sinsegumi Kitan aparece um personagem mais bonito, com uma frieza espetacular, mas nada parecido com a verdadeira personalidade dele.

A cor do uniforme é algo que ainda provoca controvérsia. Embora na maioria dos romances e filmes a cor seja azul-claro, algumas fontes apontam que a cor seria amarelo-claro, a cor do feudo de Aizu, seu patrono.
O Anime "Peace Maker Kurogane" é ambientado na época do Bakumatsu e retrata o incidente da hospedaria Ikeda do ponto de vista dos membros do Shinsengumi. Embora tenha partes de ficção, contém algum conteúdo historicamente real. O anime se passa em sua maioria no quartel general do Shinsengumi em Kyoto.

No episódio 18 de Dekaranger, Akaba Banban, o DekaRed, aparece trajando uma roupa Shinsengumi (azul-claro, como descrita acima), o que chama a atenção de seus companheiros. Ele explica que um de seus ancestrais, Akaza Banoshin, era membro do grupo armado.

No anime Gintama,o autor faz uma homenagem ao Shinsengumi criando um grupo de mesmo nome para trama e com os membros de nomes trocados. Exemplo: Toshizou Hijikata = Toushirou Hijikata. O uniforme presente em gintama e de uma cor escura, negro, com detalhares em dourado.

Ao contrário do que deveria ser, os mangás/animes ambientados no Shinsegumi não fazem muito sucesso em sua própria terra, mas faz um sucesso estrondoso em outros países, sendo entre eles o Estados Unidos e até o Brasil.

Fonte: Wikipedia e Livro Shinsengumi Shimatsuki





quinta-feira, 13 de junho de 2013

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Conhecendo o Mundo: Aokigahara

Bom, aqui quem escreve a primeira News da coluna Conhecendo o mundo sou eu, Mallow na área. lol
Nessa coluna sera escrito sobre locais do mundo com curiosidades boas, legais, bizarras e mais, para começar bem  primeira será sobre Aokigahara, a floresta dos suicidas.
Ficou curioso, leia que vocês irão gostar.

Aokigahara


Aokigahara, também conhecido como Mar de Arvores é uma floresta de 25km² que fica na base noroeste do Monte Fuji, no Japão. A floreste tem uma geografia bem bela, com rochas e cavernas gélidas onde boa parte delas chamaria a atenção para ponto turístico. Devido ao grande numero de árvores que acaba bloqueando o vento e boa parte dos raios solares, o solo é bem úmido, com grama em quase todos os locais, quando não acobertadas pelas folhas secas das árvores.
Há diversas lendas acerca da floresta, dentre elas estão relacionadas a Onis e espíritos malignos, além de ser conhecida como a floresta dos suicidas. Em 2010 foram encontradas 54 pessoas mortas na floresta, sendo que normalmente é encontrado em média 100 corpos sem vida no local, muitos em estado de putrefação avançado, mesmo com diversas placas em japonês e inglês dizendo sobre o erro do ato. Há também policiais e voluntários aos arredores da floresta para encontrar corpos e caso veja pessoas vivas no local, tentar mudar a ideia de se suicidarem.


Geografia

O solo da floresta é basicamente composto de rocha vulcânica, sendo quase impossível abrir com ferramentas comuns. Há bastante musgo no chão por causa da ausência de luz no local (para quem viu o filme a Lenda do Cavaleiro sem Cabeça, é igual a aquela floresta do filme). Existem muitas trilhas oficiais e não oficiais para procurar corpos ou usada pelos suicidas como rota para a morte.
Ao decorrer dos últimos anos, excursionista e turistas começaram a demarcar trilhas por fitas plásticas para que pudesse ser encontrada a trilha novamente. Alguns dizem que essas demarcações é feita para que se houver um suicida, que desista de seu ato, possa achar o local da trilha e voltar a sua vida comum. Embora essas trilhas sejam mudadas de tempo em tempo para evitar mais acúmulo de lixo, pois os itens que os suicidas carregam são deixados para trás.
Felizmente nem toda a floresta há mortos, mas há locais belíssimos como a Caverna de Gelo e a Caverna do Vento. Depois dessa floresta, o local fica próximo a sua condição normal, com poucas trilhas e sem sinais de vida, nem de morte. Existem diversos avisos na entrada da floresta, como uma tentativa do governo em diminuir a alta taxa de suicídios. Um pequeno exército chamado Caça ao Corpo formado por policiais e voluntários foi criado em 1970, e desde então tem buscado os corpos dos suicidas na floresta. 


Suicídios

Como dito anteriormente, a floresta em si é um lugar comum para suicídios, considerado o segundo local mais usado, perdendo apenas para a ponte Golden Gate, em São Francisco. Relatos dizem que isso começou quando em um livro descrevia a floresta como “Um belo local para morrer”, juntando o fato do altíssimo índice de suicídios no Japão o final em si era bem previsível.
Em 2002, 78 corpos foram encontrados dentro da floresta, batendo o recorde que até então era de 73 corpos encontrados no ano de 1998. Em 2003, o número chegou a 100, quando deixou de ser divulgado pelo governo na tentativa de diminuir a relação da floresta com o suicídio, outras referências de entidades não ligadas ao governo e dados informais continuaram a existir. Em 2004, 108 pessoas se mataram na floresta. Em 2010, 247 tentaram suicídio, mas apenas 54 completaram o ato.
O mês de maior número de suicídios no Japão é março, o fim do ano fiscal no país. Existe uma ação de “Caça ao Corpo”, onde policiais e pessoas voluntarias buscam corpos pela floresta e  vem sendo realizado desde 1970.
A popularidade da floresta como lugar de suicídios surgiu em 1960, na novela , de Seichō Matsumoto, que termina com dois amantes cometendo suicídio na floresta. Porém, os relatos de suicídio na floresta precedem da publicação da novela, e o lugar há muito tempo era associado à morte. Talvez ele seja praticado na floresta desde o século XIX. A floresta é supostamente assombrada pelos fantasmas daqueles que morreram, também chamada de Floresta do Suicídio.
O lugar se torna ainda mais assustador quando é comumente associado com fenômenos paranormais, fato que insistentemente tem sido desmentido pelas autoridades japonesas. Algumas pessoas acreditam que bússolas não funcionam no local, fazendo com que as pessoas se percam quando entram na floresta, mas isso também já foi desmentido por peritos.

Lendas

A crença popular dizia que as bússolas não funcionavam no local, por isso muitas pessoas se perdiam e acabavam morrendo, mas isso foi desmentido. O único metal que é encontrado em grande quantidade lá é o ferro no qual não tem um campo eletromagnético forte para alterar uma bússola.
Outra lenda contava que existiam fantasmas e monstros que povoando a mata, mas isso não passa de criação do povo para tentar explicar algo que não conseguem entender.
Contudo, o que mais chama a atenção nessa floresta não são as mortes ocasionais, mas sim o número de suicídios que lá ocorrem, chegando a mais de 300 por ano. De tantas pessoas que vão até lá tirar sua própria vida, as autoridades colocaram placas pedindo para que elas pensem antes de fazer isso, tentando desencorajar os suicidas. Porém, mesmo com essas medidas, todos os meses a polícia local faz uma incursão na mata para recolher os novos corpos que sempre surgem.
Dizem que essa “moda” de suicidar-se na floresta de Aokigahara começou graças a um livro no qual descrevia o local como “o lugar perfeito para morrer”. Outro fator que deve ter contribuído foi um problema econômico que afetou o Japão por volta de 1830 e fez algumas famílias deixarem os mais velhos e fracos na floresta para morrem. Dessa forma, menos pessoas ficariam para comer, poupando o dinheiro e comida em falta. 
Mesmo com essa história, não há como afirmar se foram esses motivos que tornaram essa floresta em um cemitério macabro a céu aberto, só sabe-se que esse local é muito estranho, atraindo as pessoas que procuram a morte de maneira explicável.